Programa jovem aprendiz é uma excelente alternativa para entrada no mercado de trabalho para quem ainda não tem experiência

COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS

Apesar de queda de oportunidades durante pandemia, empresas ainda continuam apostando nos jovens que decidem trabalhar 

 

Os adolescentes fazem parte de um dos grupos que mais sofreram com o impacto da pandemia sobre o mercado de trabalho. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mais de 86 mil vagas de jovens aprendizes foram fechadas no País após mais de um ano da chegada do Covid-19 ao Brasil. Esse número é resultado do aumento de demissões de funcionários durante esse período, já que o número de aprendizes deve ser proporcional ao número de funcionários.

Na contramão dessa realidade, algumas empresas têm retomado a contratação de jovens aprendizes. É o caso da Consciente Construtora e Incorporadora, que está com três vagas para jovem aprendiz acima de 18 anos para atuação na obra do World Trade Center (WTC), em Goiânia. As contratações são para auxiliar em atividades na área administrativa dos departamentos de almoxarifado e departamento pessoal e não exigem experiência.

De acordo com a supervisora de Desenvolvimento Humano e Organizacional da Consciente, Lenyta Barbosa, a aposta em jovens já é uma tradição da empresa e, atualmente, a construtora conta com seis aprendizes, sendo quatro atuando na parte administrativa e dois nas obras. “É uma política que tem dado bons resultados. Há casos de profissionais que entraram como aprendizes e, atualmente, atuam em cargos de supervisão, por exemplo”, destaca Lenyta.

É o caso do supervisor de tecnologia da informação (TI),  Daniel Henrique Nunes Perim de Paiva. O profissional entrou na empresa como jovem aprendiz no departamento pessoal em 2008 e, após um ano, foi contratado como assistente do departamento pessoal. “Eu gostava muito de auxiliar e dar suporte aos meus colegas de trabalho em questões voltadas para a tecnologia. Após dois anos de contratado, já fui deslocado para a área de TI, onde sou supervisor”, comemora Daniel.

O supervisor de TI começou a trabalhar como aprendiz aos 15 anos motivado pela necessidade de auxiliar na complementação da renda da família, já que o pai era o único provedor da casa. Após fazer diversos cursos de qualificação na área da tecnologia, Daniel foi alcançando novos espaços dentro da empresa, algo que já era esperado por ele. “Depois de entrar na empresa e conseguir a primeira contratação para auxiliar no departamento pessoal, percebi que a construtora tem essa política de dar preferência para quem está dentro da empresa. Foi algo que me incentivou a buscar mais qualificação para ir mais longe”, detalha Daniel.

Inspiração

Histórias como a de Daniel também inspiram novos jovens aprendizes, como Gabriel Henrique Fontes Rodrigues, 23 anos, que iniciou na empresa como aprendiz de assistente administrativo de obra em setembro de 2020. Natural de Anápolis, Gabriel mora em Goiânia há pouco mais de três anos e veio para a capital em busca de melhores condições de vida e crescimento profissional. “Foi quando vi a divulgação da vaga em um grupo interno da faculdade e decidi enviar o currículo. Em seguida, fui chamado para a entrevista com quem seria, futuramente, o meu líder direto. Depois das etapas, que inclui uma redação falando sobre mim e os meus anseios profissionais, além de testes psicotécnicos, fui contratado”, destaca.

Com menos de nove meses na empresa, ele já foi efetivado e passou a trabalhar como auxiliar de administração de pessoas. Apesar de estar contente com a recente promoção, que contribui com a consolidação de sua carreira profissional, Gabriel busca crescimento contínuo e ainda quer alcançar novas funções dentro da Consciente.

“Pretendo continuar na empresa por mais alguns anos. Fui gratificado recentemente com uma promoção de cargo e sou grato por estar cercado de pessoas que conseguem ver potencial nas pessoas e oferecer oportunidades. Futuramente, gostaria de fazer parte do time de DHO [Desenvolvimento Humano Organizacional] ou desempenhar funções de um nível de responsabilidade mais altas, em administração de pessoas. Independente de onde estiver, estarei contente, buscando novas oportunidades de desenvolvimento pessoal e crescimento profissional”, destaca Gabriel, que está se graduando em Gestão de Recursos Humanos.

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