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Santo Antão é um borrão sonoro; as janelas abertas, as luzes acesas, cavaleiros subindo e descendo as ladeiras, gente cantando nas praças. E eu, o que faria? Trancaria a porta do meu galpão na pousada Primavera e esperaria o sono chegar? (Trecho: Fim da tarde mágica)
O romance “Santo Antão no Deserto” do jornalista e escritor José M. Umbelino Filho apresenta uma linguagem nada convencional, que transita entre a narrativa jornalística e o fluxo lírico-poético do pensamento. É a história de um jovem estudante que embarca em uma viagem para o interior de Goiás como repórter da 13ª Cavalgada de Santo Antão do Deserto. Esse protagonista, cheio de indecisões sentimentais, reluta em narrar a realidade de uma cidade mítica repleta de lendas, heróis, vilões, profecias e maldições.
A obra retrata o sertão contemporâneo, suas contradições e as fronteiras incertas entre a tradição e a modernidade. “Santo Antão no Deserto” publicado pela editora Faria e Silva é o segundo romance de José M. Umbelino Filho. Antes, o autor escreveu “Festa para Raquel” (Mondru) e outros três livros de poemas: “Poema-mudo”, “Aprendiz de Silêncio” (Coleção Prosa e Verso da Prefeitura de Goiânia) e “Pílula do Esquecimento” (Coleção Vertentes, UFG).
Para o autor, esse novo romance é “um frio na barriga”. Isso porque a obra trata de temas sensíveis sob uma perspectiva ácida e, por vezes, desassombrada. “O Santo Antão no Deserto é um livro sobre ironia. “É um livro sobre um estudante muito embebido de si, muito nariz empinado. O jovem vai para o local de cobertura com uma perspectiva própria. Só que é reiteradamente enganado e precisa lidar com o atrito, sempre complexo, entre teoria e prática.”, destaca José M. Umbelino Filho.
Mais sobre a obra
Entre anotações de campo, tipos humanos pitorescos, lendas locais e uma prosa que oscila entre o gonzo e o lirismo, o narrador descobre uma cidade mítica encravada na serra, habitada por personagens como o primo do mercadinho, o poeta, pinguço e herói nacional Vetusto de Oliveira e os donos da pousada Primavera. O livro reinventa o regionalismo goiano com ironia, sensibilidade e um estilo que funde crônica jornalística, realismo maravilhoso e crítica social, transformando o sertão em um labirinto de lendas, cavalos e abismos existenciais.
O romance mistura pós-regionalismo e realismo maravilhoso para questionar as fronteiras entre interior e capital, campo e cidade, sertão e litoral, tradição e modernidade. A publicação da obra contou com o apoio do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás (FAC) para adquiri-la é só acessar o site da editora “Faria e Silva”.
Mais sobre o autor
José M. Umbelino Filho nasceu em Goiânia, em agosto. Jornalista e servidor público. É membro da União Brasileira de Escritores – Seção Goiás desde 2013. Recebeu menção honrosa no Prêmio Sesc de Literatura em 2014 e foi o vencedor da Bolsa Hugo de Carvalho Ramos, na modalidade prosa, em 2016. Em 2017, foi vencedor do Prêmio Goiânia Cidade Sombria e segundo lugar no Prêmio José Cândido de Carvalho, além de receber menção honrosa no prêmio internacional Ferreira de Castro, de Portugal. Vencedor do Prêmio Bariani Ortêncio de Literatura em 2025 com a obra Santo Antão no Deserto. Publicou três livros de poemas, Poema-mudo, Aprendiz de Silêncio (pela coleção Prosa e Verso da Prefeitura de Goiânia) e Pílula do Esquecimento (Coleção Vertentes, UFG) e o romance Festa para Raquel (Mondru).
Serviço
Assunto: “Santo Antão no Deserto” de José M. Umbelino Filho
Quando: segunda-feira, (28/09) | Pré-venda
Onde: Site da Editora Faria e Silva
Valor: R$ 59,90
Mais informações: @jeumbelino