Repertório da cantora maranhense imprime levadas criativas às canções que se destacam em novas versões de nomes consagrados como Sivuca, Gilberto Gil, Vinicius de Moraes, entre outros.

Reconhecida nacionalmente pelo projeto Tecnomacumba, Rita Benneditto retoma o lado cool de sua carreira com o show Suburbano Coração – Rita Benneditto convida Jaime Alem, que acontece nos dias 26 (sábado às 21h) e 27 (domingo às 18h) de maio no teatro do Sesc Vila Mariana, em São Paulo.
Comemorando em 2018 os 15 anos do projeto Tecnomacumba, em turnê por várias capitais brasileiras, a cantora maranhense Rita Benneditto, que possui como características marcantes, o ritmo e a presença cênica, retoma com o show Suburbano Coração, sua face de intérprete intimista e melódica, com um olhar atento às relações humanas, trazendo à tona o amor, a amizade, a solitude, as ilusões e as desilusões que brotam do inesgotável repertório de sentimentos.
Nesse trabalho, a artista dá continuidade à inquietação criativa e ao desejo de experimentar – sem perder a coerência e a assinatura artísticas que a transformaram em referência de qualidade na cena musical brasileira.
Rita e Jaime se conheceram por volta de 2008, quando produziram o show Três Meninas do Brasil. Conta Rita que já planejava um show intimista, mais acústico.
“Após longa pesquisa, buscamos retratar, por meio de canções, a teia de sentimentos tecidas pelas cordas do coração e pelas vias da cidade e suas periferias”.
A corda é a grande metáfora deste show. A artista se refere tanto às cordas vocais, às cordas do violão e da viola, quanto às cordas do coração. Aquelas pelas quais, em sentido figurado, passam os sentimentos expressos nas músicas do repertório – músicas compostas originalmente como baladas e canções. “Por isso, optamos por emoldurar as canções apenas com instrumentos de cordas”, explica a cantora.
No repertório, as canções O Sal da Terra de Beto Guedes; The way we where, sucesso de Barbra Straisend; Foi Deus que fez você, gravada por Amelinha; a nostálgica Hoje, de Taiguara; Meu lugar, de Arlindo Cruz; a contundente Rosa de Hiroshima de Gerson Conrad e Vinicius de Moraes; a poética No tempo dos quintais, de Sivuca também faz parte do abrangente mosaico esculpido por Rita e Jaime.
Além destas músicas, há outras, pinçadas dos repertórios dos discos anteriores de Rita: Impossível acreditar que perdi você, de Marcio Greick e Cobel; Maiúsculo, de Sergio Sampaio; O conforto dos teus braços, de João Linhares; Tem quem queira de Antonio Vieira, entre outras.
“Esta é a minha estratégia para continuar fazendo uma música de qualidade, relevante do ponto de vista artístico e cultural e independente de pressões mercadológicas. Trata-se de uma estratégia muito semelhante às que outros artistas vêm utilizando para formar ou alcançar seu público e furar os desgastados esquemas que sacrificam a diversidade musical em nome da massificação de uns poucos artistas”, argumenta a cantora. ( Carlos Gilberto)